Vossa excelência, a Jojoca

nunca havia pensado por este viés

Um hotel-fazenda que serve um café colonial que é realmente bastante colonial (pão com banha e leite tirado direto da vaca).

Um vírus que causa doenças subjetivas nas pessoas: os sintomas aparecem de acordo com o que ela está sentindo no momento, conforme a vida dela estiver progredindo, as amizades, família…

Um novo collab de ilustração inspirado em personagens de novela das 8.

Um espelho cujo reflexo mostra o que a pessoa vai ser na próxima encarnação.

Um dentista para cavalos que usa o slogan: “Cavalo dado? Eu olho os dentes”

Um restaurante que fecha durante o meio-dia para fazer pausa para o almoço.

Como já prega a ancestral parlenda popular: a única coisa capaz de ajudar a superar uma tragédia é já ter passado por outra tragédia antes. Obviamente, referimo-nos aqui ao sauerkraut servido pela equipe do reino Prussiano na partida futebolística de ontem.

O sentimento póstumo é o de incurável baque psicológico: lágrimas e palavrões ajudam a amenizar o sofrimento, mas não necessariamente cauterizam o ferimento. O que o torcedor precisa é, antes de tudo, de um texto bom, daqueles esportivo-filosóficos, escrito por mentes sagazes e que sirva como ponte entre nós e o abismo da derrota.

Após uma madrugada mergulhada em uísque e jujuba, nossa equipe de redação e pesquisa bio-neurológica chegou a uma breve lista de títulos para possíveis textos pós-derrota. A busca humana pelo entendimento da natureza, por hoje, ganha nosso auxílio. Caso você esteja querendo escrever alguns parágrafos sobre o jogo de ontem, sinta-se livre para pegar um dos temas abaixo:

"Estocolmo é na Suécia mas a síndrome é daqui mesmo"
Texto extremamente oportuno baseado inteiramente na falácia de que o brasileiro é o único povo que esquece dos problemas pra assistir futebol e etc. Por favor, evitar o uso do termo “pão e circo” para não parecer clichê.

"Os bigodes dos nossos mártires"
Texto de caráter analítico, trata-se de um manifesto cuja intenção é isentar de culpa o técnico Felipão e apelar para algum fenômeno contemporâneo para explicar a falta de habilidade da equipe como um todo (capitalismo, corporativismo, cortes de cabelo caros). Deve conter dois parágrafos dedicados a um flashback da carreira do atacante Fred e para explicar que ninguém tocou a bola pra ele.

"Pfeffer no Arsch dos outros é Erfrischung"
Texto clássico comparando a história dos dois países, ressaltando as características positivas de um, as diferenças das políticas econômicas e culturais. É aquele puxão de orelha sociológico tão bem sacado que ninguém nunca vai perceber que não tem nada a ver com futebol.

"Vão se os dedos, ficam os dedos"
Texto curto, leve, de caráter humorístico, que traz à tona algumas estatísticas (custos dos estádios, quantidade de obras inacabadas, uso da palavra “coragem” no último pronunciamento da Dilma”) mas que serve mesmo só para revelar que a última frase da epístola é algum trocadilho xarope envolvendo o placar de 7 a 1.

"Cocô-pa"
Um pequeno haikai ou poema
Todo simpático, engraçacinho
Sobre o massacre

"A VERDADE SOBRE A COPA"
Esse texto deve ser escrito todo em caps lock ou conter pelo menos dois parágrafos formatados desse jeito. Logo de cara ele apresenta como objetivo camuflar a incompetência da seleção por trás de alguma teoria conspiratória do tipo “Felipão morreu e foi substituído por um sósia logo após o jogo contra o México”. Lá pelo milionésimo quinto caractere a dissertação passa a abranger o país como um todo e pelo final ele conclui que existem forças muito maiores controlando o curso dos acontecimentos da história global. http://ift.tt/1xRHRnU

Como já prega a ancestral parlenda popular: a única coisa capaz de ajudar a superar uma tragédia é já ter passado por outra tragédia antes. Obviamente, referimo-nos aqui ao sauerkraut servido pela equipe do reino Prussiano na partida futebolística de ontem.

O sentimento póstumo é o de incurável baque psicológico: lágrimas e palavrões ajudam a amenizar o sofrimento, mas não necessariamente cauterizam o ferimento. O que o torcedor precisa é, antes de tudo, de um texto bom, daqueles esportivo-filosóficos, escrito por mentes sagazes e que sirva como ponte entre nós e o abismo da derrota.

Após uma madrugada mergulhada em uísque e jujuba, nossa equipe de redação e pesquisa bio-neurológica chegou a uma breve lista de títulos para possíveis textos pós-derrota. A busca humana pelo entendimento da natureza, por hoje, ganha nosso auxílio. Caso você esteja querendo escrever alguns parágrafos sobre o jogo de ontem, sinta-se livre para pegar um dos temas abaixo:

"Estocolmo é na Suécia mas a síndrome é daqui mesmo"
Texto extremamente oportuno baseado inteiramente na falácia de que o brasileiro é o único povo que esquece dos problemas pra assistir futebol e etc. Por favor, evitar o uso do termo “pão e circo” para não parecer clichê.

"Os bigodes dos nossos mártires"
Texto de caráter analítico, trata-se de um manifesto cuja intenção é isentar de culpa o técnico Felipão e apelar para algum fenômeno contemporâneo para explicar a falta de habilidade da equipe como um todo (capitalismo, corporativismo, cortes de cabelo caros). Deve conter dois parágrafos dedicados a um flashback da carreira do atacante Fred e para explicar que ninguém tocou a bola pra ele.

"Pfeffer no Arsch dos outros é Erfrischung"
Texto clássico comparando a história dos dois países, ressaltando as características positivas de um, as diferenças das políticas econômicas e culturais. É aquele puxão de orelha sociológico tão bem sacado que ninguém nunca vai perceber que não tem nada a ver com futebol.

"Vão se os dedos, ficam os dedos"
Texto curto, leve, de caráter humorístico, que traz à tona algumas estatísticas (custos dos estádios, quantidade de obras inacabadas, uso da palavra “coragem” no último pronunciamento da Dilma”) mas que serve mesmo só para revelar que a última frase da epístola é algum trocadilho xarope envolvendo o placar de 7 a 1.

"Cocô-pa"
Um pequeno haikai ou poema
Todo simpático, engraçacinho
Sobre o massacre

"A VERDADE SOBRE A COPA"
Esse texto deve ser escrito todo em caps lock ou conter pelo menos dois parágrafos formatados desse jeito. Logo de cara ele apresenta como objetivo camuflar a incompetência da seleção por trás de alguma teoria conspiratória do tipo “Felipão morreu e foi substituído por um sósia logo após o jogo contra o México”. Lá pelo milionésimo quinto caractere a dissertação passa a abranger o país como um todo e pelo final ele conclui que existem forças muito maiores controlando o curso dos acontecimentos da história global. http://ift.tt/1xRHRnU

Uma estratégia de futebol estilo Star Wars cujo objetivo é acertar uma bolada bem forte no técnico adversário para ver se os jogadores do outro time caem desativados.

Um serviço que concilia aprendizado de língua estrangeira com socorro psicológico de auto-ajuda. A pessoa recebe uma apostila apenas com frases como “tudo vai ficar bem no final” ou “não ligue para o que eles dizem, no fundo você é especial” e precisa trabalhar na tradução delas.

Uma centúria de Nostradamus cuja interpretação sugere que a humanidade iniciará seu derradeiro declínio quando o Orkut for desativado.

Um país cuja língua oficial é a comunicação através de sinais (libras) e, na Copa do Mundo, o hino nacional é uma grande “ola” de várias ondas ritmadas.

Um país cuja base moral e legislação sejam através da alimentação saudável e colesterol baixo. Por isso, as pessoas precisam se esgueirar por becos escuros à noite para comprar torta e as delegacias seguidamente recebem jovens presos com mochilas cheias de croissant.

Um site de origami que ensina a criar um revólver de verdade dobrando uma folha (a munição é uma bolinha de papel molhada).

Um jogador de futebol que utiliza do method acting para fazer encenações das faltas.

Um juiz de futebol doutrinado pela Lei de Talião: quando um jogador comete falta, em vez de dar cartão, ele manda a vítima até a casa do tal jogador e ela comete a mesma falta contra o filho mais velho dele.